A Comissão Eleitoral de Israel anunciou que nenhuma irregularidade foi observada nas eleições legislativas de 27 de outubro. Ela responde assim às suspeitas levantadas pelo campo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que miravam os partidos árabes.
Uma eleição sem maioria definida
A votação de 27 de outubro não produziu nenhuma maioria. No Knesset, o Parlamento israelense, são necessários 61 deputados em 120 para governar. Sem esse número, os partidos precisam negociar alianças. O resultado segue em aberto, e a questão da regularidade do voto ganha peso político especial.
O campo de Netanyahu havia levantado suspeitas contra os partidos árabes. A nota da agência não detalha a natureza dessas suspeitas nem os elementos apresentados. Também não registra, por ora, reação do primeiro-ministro ao parecer da Comissão. Já o órgão encarregado de supervisionar a votação é claro: nada de anormal foi constatado.
Há, portanto, duas posições. O campo do primeiro-ministro manifestou suspeitas. A Comissão não encontrou nada. Uma confirmação oficial de regularidade costuma reforçar a legitimidade dos resultados, o que pesa antes das negociações de coalizão.
O que vem agora depende das conversas entre os partidos. A nota não indica calendário nem coalizão em estudo. Enquanto nenhuma maioria se desenhar, a formação do governo continua incerta.
O que muda para os brasileiros na França
Nenhum efeito direto é anunciado para os brasileiros que vivem na França. Documentos, emprego, moradia e impostos não são afetados. Uma instabilidade política no Oriente Médio pode, porém, influenciar o humor dos mercados, e portanto o câmbio entre euro e real e o preço da energia. Essa ligação é indireta e não há como quantificá-la neste momento. Quem tem família ou interesses em Israel vai acompanhar sobretudo a evolução política, sem consequência administrativa na França.