4 de novembro de 2026

França

Califórnia: eleitores rejeitam taxa de 5% sobre os bilionários

Os eleitores californianos votaram contra a «Proposição 40», que criava um imposto extraordinário de 5% sobre o patrimônio das maiores fortunas. A rejeição é massiva no estado mais rico dos Estados Unidos.

Foto : Pixabay / Donnee_Creations

Os eleitores da Califórnia votaram contra a «Proposição 40». O texto previa um imposto extraordinário de 5% sobre o patrimônio das maiores fortunas do estado. Segundo as primeiras indicações, a rejeição é massiva. O resultado foi divulgado em 4 de novembro de 2026.

A Califórnia é o estado mais rico dos Estados Unidos. A votação tratou de uma questão bem concreta: deve-se taxar o patrimônio dos bilionários, e não apenas a renda deles?

O que previa a Proposição 40

A medida mirava as maiores fortunas do estado. Era um imposto extraordinário, calculado sobre o patrimônio, com alíquota de 5%. A notícia original não informa o valor mínimo de patrimônio atingido, o calendário nem a arrecadação esperada. Por isso, não repetimos esses dados.

Na França, o voto é associado à «taxa Zucman», nome dado ao projeto de um imposto sobre os bilionários. O resultado californiano alimenta, naturalmente, a comparação com o debate francês.

Os argumentos dos dois lados

Os defensores desse tipo de imposto falam em justiça fiscal. Para eles, as grandes fortunas devem contribuir mais para o orçamento público.

Os opositores têm outra linha. Eles consideram que um imposto sobre o patrimônio pesa sobre o investimento e sobre as empresas, e que pode levar os contribuintes mais ricos a deixar o território. Os eleitores californianos decidiram contra o texto.

O que muda para os brasileiros na França

Nada de direto por enquanto. A votação diz respeito à Califórnia, não à França. As regras fiscais aplicáveis aos brasileiros que vivem no país continuam sendo as do direito francês. Quem tem patrimônio no exterior ou investe em imóveis, porém, deve acompanhar o debate sobre a taxação das grandes fortunas, que pode influenciar as discussões orçamentárias em Paris.