As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, as «midterms», estão no centro das atenções. Elas acontecem na metade do mandato presidencial e funcionam como um teste político. Na BFM Business, o programa Good Morning Business as apresenta como ilustração de uma rejeição à política trumpista.
Economia sólida, famílias sob pressão
Para Valentine Ainouz, «apesar das reivindicações das famílias sobre o poder de compra, a economia americana vai bem: os investimentos continuam, o consumo está estagnado». O quadro tem dois lados. O setor produtivo segue investindo. As famílias, por sua vez, gastam pouco.
Há, portanto, duas leituras. Para as empresas, a continuidade dos investimentos é um sinal positivo. Para as famílias, o consumo estagnado mostra que a boa saúde da economia nem sempre aparece no orçamento do dia a dia. O poder de compra é um tema concreto para o eleitor e pesa no debate político.
O resumo do programa não detalha os resultados da votação. Por isso, nos limitamos a essa análise econômica, sem números adicionais.
O que muda para os brasileiros na França
Para os brasileiros que vivem na França, o efeito é indireto. Os sinais vindos de Washington influenciam o dólar e, por tabela, o câmbio entre o euro e o real. Quem envia dinheiro ao Brasil, paga um imóvel por lá ou mantém poupança em reais deve acompanhar esses movimentos.
Empregados e empreendedores ligados a grupos americanos ou a clientes nos Estados Unidos também são afetados. Investimentos mantidos sustentam a atividade. Um consumo estagnado pode pesar sobre as encomendas.