O Rassemblement National (RN) promete reduzir a idade legal de aposentadoria para 62 anos, ou até 60. Em seu novo livro, Jordan Bardella revela as primeiras pistas dessa reforma. O financiamento viria de regras mais duras para validar os trimestres de contribuição.
Idade legal menor, trimestres mais difíceis de validar
O princípio é este. A idade legal cairia. Para receber a aposentadoria integral, porém, seria preciso cumprir condições mais rígidas sobre os trimestres. É por esse caminho que o RN pretende financiar a promessa e fazer os franceses trabalharem mais.
Na prática, alguns trabalhadores teriam de trabalhar por mais tempo, apesar da redução da idade legal. A idade mínima deixaria de ser o único referencial. O tempo de contribuição, e a forma de contá-lo, pesaria mais na decisão de se aposentar.
Essas pistas aparecem em um livro, não em um projeto de lei. Os critérios exatos e o custo da reforma não são detalhados por enquanto. Será preciso um texto preciso para medir quem poderia se aposentar mais cedo e quem teria de esperar mais.
O que muda para os brasileiros na França
Hoje, nada muda. Trata-se de uma proposta política, sem efeito sobre os direitos atuais. O tema, no entanto, afeta diretamente os brasileiros que trabalham na França, sejam eles assalariados, autônomos ou empresários.
Para eles, os trimestres são a chave. Eles definem a partir de quando é possível se aposentar com benefício integral. Uma trajetória com interrupções, trabalho em tempo parcial ou anos passados no exterior pode somar menos trimestres. Uma regra de validação mais rígida tornaria esses casos mais sensíveis.
Cada pessoa pode consultar seu extrato de carreira e conferir os trimestres já validados junto à sua caixa de aposentadoria. A providência continua útil, qualquer que seja o rumo do debate político.