5 de novembro de 2026

França

Midterms: republicanos perdem o Senado e a Câmara dos Representantes

O Partido Republicano perdeu na terça-feira o controle do Congresso americano nas eleições de meio de mandato. Ele deixa de ter maioria no Senado e na Câmara dos Representantes.

Foto : Pixabay / Baldur93

O Partido Republicano perdeu na terça-feira o controle do Congresso americano. Nas eleições de meio de mandato, o partido deixou de ter maioria tanto no Senado quanto na Câmara dos Representantes. A votação foi acompanhada de perto, dentro e fora dos Estados Unidos.

Segundo a franceinfo, os democratas venceram com folga o grupo de Donald Trump. Eles também conquistaram redutos republicanos históricos. A reportagem de origem não traz, por enquanto, o número de cadeiras nem as margens de vitória.

O que muda com um Congresso nas mãos da oposição

Nos Estados Unidos, o Congresso vota as leis e o orçamento federal. É preciso o aval da Câmara e do Senado. Quando a oposição controla as duas casas, o presidente não pode mais contar com maioria para aprovar seus projetos. Os democratas podem barrar propostas da Casa Branca. Também podem realizar audiências e investigações parlamentares.

O presidente, porém, mantém o Poder Executivo. Ele comanda a administração e pode agir por decreto em muitas áreas. O orçamento será um teste: um impasse entre a Casa Branca e o Congresso pode paralisar decisões.

Cada lado vai interpretar o resultado à sua maneira. Os democratas podem ver uma rejeição à política do presidente. Os republicanos podem lembrar que as eleições de meio de mandato costumam ser difíceis para o partido que está no poder.

O que isso significa para os brasileiros na França

O efeito é indireto. Os mercados acompanham de perto a política americana. O dólar pode oscilar se os investidores esperarem impasses no orçamento ou no comércio, e o euro e o real podem acompanhar. Para quem envia dinheiro ao Brasil, vale ficar de olho no câmbio.

Brasileiros com família ou negócios nos Estados Unidos também vão acompanhar os debates sobre imigração e tarifas, que passam pelo Congresso. Nos trâmites na França (visto, impostos, moradia), nada muda.