Os democratas venceram as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Agora, podem endurecer o tom com as gigantes da inteligência artificial, informa a BFMTV. Os data centers que sustentam essas tecnologias provocam uma contestação crescente no país.
Moradores de um lado, Wall Street do outro
Os data centers estão no centro da irritação. Moradores contestam a instalação dessas estruturas. Os democratas, embalados pela vitória, podem ver nisso um pedido a ser ouvido. Regras mais rígidas para os projetos seriam uma resposta lógica.
Mas o setor pesa muito. A inteligência artificial puxa o crescimento americano. Ela sustenta Wall Street. E ainda faz render a poupança de milhões de famílias, muitas delas eleitoras da oposição a Donald Trump. Frear a IA seria, portanto, mexer no bolso dos próprios eleitores.
Quem defende um controle mais firme cita o dia a dia dos moradores. Os críticos respondem que há risco de sufocar um motor de crescimento e de afastar investimentos. Os dois argumentos estão na mesa. Nenhuma medida precisa foi anunciada até agora.
O que muda para os brasileiros na França
Nada de imediato. Mas a IA americana pesa nos mercados financeiros. O brasileiro que tem ações americanas, um fundo de índice ou um seguro de vida com unidades de conta pode estar exposto a esse setor. Uma regulação mais dura pode, então, aparecer no valor dessa poupança.
O dólar também merece atenção de quem envia dinheiro ao Brasil ou investe em dólares. Uma economia americana menos dinâmica pode influenciar o câmbio entre dólar, euro e real. Quem trabalha com tecnologia na França também acompanha essas decisões, já que vários desses grupos americanos têm presença no país.