5 de novembro de 2026

França

Israel: Netanyahu e Eizenkot negociam para formar o novo governo

Depois das eleições, Benjamin Netanyahu e Gadi Eizenkot tentam reunir uma maioria no Parlamento. As consultas do presidente da República começam nesta quarta-feira.

Foto : Pixabay / 696188

As negociações se intensificam em Israel depois das eleições. Benjamin Netanyahu e Gadi Eizenkot tentam, cada um, reunir uma maioria no Parlamento. As consultas do presidente da República começam nesta quarta-feira, 4 de novembro.

Uma corrida por 61 cadeiras

Israel é um regime parlamentarista. O primeiro-ministro precisa de maioria no Knesset, que tem 120 cadeiras. São necessários, portanto, 61 deputados para governar. As coalizões são a regra, porque os partidos precisam se unir para atingir esse número.

A conta é simples de explicar. Fazê-la fechar é mais demorado. Cada campo precisa convencer partidos aliados ou tirá-los do lado adversário. Em geral, os parceiros pedem ministérios e compromissos sobre o programa. A saída de um único parceiro pode bastar para desfazer a maioria.

O site franceinfo fala em um «grande leilão de negociações» que já começou. Os dois políticos querem estar em condições de formar o próximo governo.

O chefe de Estado não é o chefe do governo. Seu papel é, antes de tudo, consultar. Ele recebe os representantes dos partidos eleitos, ouve suas recomendações e depois entrega a missão de formar o governo ao deputado com mais chances de reunir uma maioria. Essa fase começa nesta quarta-feira. Pode levar tempo, porque nada está garantido até que os acordos sejam fechados.

A matéria original não informa a distribuição das cadeiras nem o calendário detalhado das consultas. Vamos atualizar assim que essas informações forem confirmadas.

O que muda para os brasileiros na França

Para os brasileiros que vivem na França, não há consequência direta sobre a burocracia, o emprego, a moradia ou os impostos. O efeito possível é indireto. A estabilidade do futuro governo israelense pesa no clima do Oriente Médio. Esse clima influencia os mercados, o preço da energia e, de longe, o câmbio entre o euro e o real. Por enquanto, nada permite dizer em que direção.