O ativista pró-democracia Joshua Wong foi condenado em Hong Kong a mais dez anos de prisão. A informação foi publicada pela franceinfo em 5 de novembro de 2026. A nova pena se soma a uma condenação anterior.
O que ele é acusado de ter feito
Segundo a agência, Wong era acusado, mais uma vez, de ter pedido a países, pessoas ou instituições no exterior que impusessem sanções ou um bloqueio, ou que adotassem outras ações hostis contra a China e Hong Kong. Esses pedidos teriam sido feitos principalmente em declarações à imprensa.
A palavra «mais uma vez» indica que havia outras acusações contra ele. O texto da agência não as detalha. Também não informa o tribunal, a data dos fatos nem os motivos exatos da sentença. Por isso, não os repetimos aqui.
Duas leituras do caso
As autoridades chinesas e de Hong Kong costumam apresentar suas leis de segurança nacional como um instrumento de estabilidade e de soberania. Para elas, pedir que governos estrangeiros sancionem o próprio país fere essa soberania. Já as organizações de defesa dos direitos humanos consideram que esses textos servem para silenciar a oposição e a imprensa. Joshua Wong se tornou um dos símbolos dessa divergência.
Para os brasileiros que vivem na França, a decisão não tem efeito direto sobre o câmbio euro/real, o emprego, a moradia, os impostos ou a burocracia. Ela é, porém, um termômetro do clima entre Pequim e as capitais ocidentais. Desse clima dependem, em parte, o comércio internacional e eventuais sanções econômicas. Quem trabalha com importação e exportação, ou em empresas ligadas à China, deve acompanhar o caso.