Os bloqueios em liceus (o ensino médio francês) continuaram na segunda-feira de manhã, dia da volta às aulas depois das férias de Todos os Santos. O governo havia feito anúncios durante a pausa escolar. Eles não acabaram com o movimento em todas as escolas.
Ministro preocupado, equipes escolares também
O ministro da Educação, Édouard Geffray, considera o ano letivo em perigo para várias centenas de milhares de alunos. A avaliação é dura e vem do próprio Executivo. Ela trata da continuidade das aulas, base de qualquer preparação para os exames.
Entre professores e diretores, a preocupação é a mesma. Eles alertam para os atrasos acumulados nos programas. A franceinfo resume esse temor no título de sua reportagem: « On ne pourra pas tout rattraper » ("Não vamos conseguir recuperar tudo"). O bac, que encerra o ano letivo, continua no centro das atenções.
As informações disponíveis não indicam, por enquanto, o número exato de liceus bloqueados nem a duração prevista do movimento. Também não detalham as medidas de recuperação em estudo. Esses pontos ainda precisam ser confirmados.
O que muda para as famílias brasileiras
Muitos brasileiros que vivem na França têm filhos no liceu. Eles são afetados como todas as famílias. Aulas perdidas pesam no acompanhamento dos programas, sobretudo para os alunos que preparam o bac ou que ainda estão se adaptando ao sistema escolar francês.
O mais útil é manter contato com a escola. É preciso consultar com regularidade o espaço digital do liceu, ler as mensagens dos professores e perguntar quais aulas foram mantidas. Os pais que trabalham também devem prever uma organização para o caso de o acesso às salas ser perturbado.
As famílias podem ainda perguntar ao liceu como as horas perdidas serão recuperadas. Por ora, não há nenhuma resposta nacional precisa.