Pelo menos 32 estações de metrô, RER e trem foram fechadas na quinta-feira, 5 de novembro, na Île-de-France, por causa das manifestações. Os fechamentos se repetem e os usuários estão cansados. A BFMTV usa no título uma comparação: é como fechar o périphérique para os carros.
Trajetos desorganizados, sobretudo na periferia
Arnaud Bertrand, presidente da associação Plus de trains, critica esses fechamentos repetidos. Ele alerta para o efeito sobre as conexões. Quando uma estação fecha, o passageiro precisa mudar de itinerário, às vezes no meio do trajeto. Segundo a associação, a periferia é a mais afetada.
O metrô e o RER sustentam os deslocamentos diários da região. Um fechamento, mesmo pontual, pode afetar várias linhas.
A associação pede mais coordenação entre as prefeituras de polícia, a Île-de-France Mobilités e as operadoras de transporte. Quer que esses órgãos conversem mais antes de decidir fechar uma estação.
Os fechamentos fazem parte da gestão da ordem pública durante as manifestações, que cabe às prefeituras. A nota não detalha os motivos de cada fechamento nem a posição das autoridades. Há dois objetivos em jogo: organizar as manifestações e permitir que todos cheguem ao trabalho.
O que muda para os brasileiros na França
Muitos brasileiros moram na periferia e vão a Paris para trabalhar. Um trajeto mais longo ou uma conexão cortada pode causar atraso. Isso pesa sobretudo para quem tem horário fixo ou começa cedo.
Nos dias de mobilização, vale checar a situação da rede antes de sair e reservar uma margem de tempo. Também ajuda avisar o empregador em caso de dificuldade e deixar um itinerário alternativo em mente, de ônibus ou a partir de outra estação.