O aumento do teto da Livret A foi debatido nesta sexta-feira (6 de novembro) no « C’est Votre Argent », programa apresentado por Marc Fiorentino na BFM Business. O tema entrou no quadro « Le top / flop de la semaine ».
Quatro convidados deram sua opinião: Anne-Sophie Alsif, economista-chefe da BDO France e professora de economia na Sorbonne, Jean-Marc Daniel, editorialista da BFM Business, Stéphanie Maugey, gestora de carteiras da Financière d’Uzès, e Romain Burnand, presidente da Moneta AM.
Três assuntos na pauta
Além da Livret A, o programa tratou do interesse da Europa por sua indústria automotiva. Também falou de Elon Musk, que investiu quase 500 milhões de dólares para apoiar os republicanos.
A nota original não detalha a posição de cada convidado nem a classificação top ou flop dada a cada tema. Também não informa o valor do novo teto nem a data de uma eventual entrada em vigor. Esses pontos dependem da confirmação dos textos oficiais.
O debate sobre esse produto de poupança costuma opor dois campos. Quem defende a elevação destaca a segurança e a disponibilidade do dinheiro a qualquer momento. Os críticos avaliam que a poupança fica muito concentrada em uma aplicação sem risco, em prejuízo do financiamento das empresas.
O que muda para os brasileiros na França
A Livret A é uma poupança regulamentada. Pode abrir uma conta qualquer pessoa com residência fiscal na França, seja qual for a nacionalidade. Os juros são isentos de imposto. Com um teto mais alto, seria possível depositar mais dinheiro nessa aplicação.
Para o brasileiro que recebe salário em euros, a poupança continua em euros e não sofre com o câmbio. Já quem envia dinheiro ao Brasil com frequência segue exposto à oscilação do euro frente ao real. Antes de qualquer decisão, o melhor é esperar os detalhes oficiais da medida.